terça-feira, 19 de novembro de 2024

SERIAL KILLER ALAGOANO MATOU PELO MENOS DEZ PESSOAS

Fotos: Reprodução TV Globo / Polícia de Alagoas / Arquivo Pessoal
Ao matar ao menos dez pessoas em um período de dez meses em Maceió, o serial killer Albino Santos de Lima, 42, deixou suas digitais nos crimes, que o levaram a ser identificado e preso pela polícia.
Durante a apuração, que contou com mais de 30 laudos da Polícia Científica de Alagoas, pontos similares das mortes ligaram Albino às cenas dos crimes. Ele foi detido no último dia 17 de setembro em casa, onde também foram apreendidos dados e fotos de futuras possíveis vítimas.
As câmeras de segurança que flagraram os crimes mostraram um padrão: o assassino usava sempre roupa preta, máscara facial e boné. As mortes eram praticadas à noite, e o assassino ia, em todos os casos, a pé ao encontro das vítimas.
A forma como matava também era idêntica. Ele chegava e dava tiros na cabeça, sem chance de reação. "Eram entre um a cinco tiros. Existia um padrão quando a gente analisava os casos", conta Camila Valença Lins, chefe administrativa do Instituto de Criminalística.
Para cometer crimes, ele usava a pistola .380 de propriedade do seu pai, um policial militar aposentado, que não teve o nome revelado. Ele foi indiciado por deixar a arma com o filho.
Albino tinha ensino médio completo e atuou por uma década como agente penitenciário em Alagoas. Ele deixou o emprego após um acidente de moto em 2020.
O serial killer morava no bairro da Ponta Grossa, na parte baixa de Maceió, também desde o ano de 2020. Foi nessa área que ele fez a maioria das vítimas.
Conforme a polícia, chegar ao assassino foi como montar um quebra-cabeças. Albino selecionava suas vítimas por meio do Instagram e tinha também um padrão: eram mulheres, morenas, jovens e bonitas. Entretanto, como ele não fazia contato com elas. Não deixava rastros nas redes sociais.
"Ele disse que fazia trabalho de 'inteligência.' Teve vítima que ele ficou estudando por seis meses. Eram pessoas com Instagram aberto, que postavam o dia a dia", relata a delegada Tacyane Ribeiro, do DHPP (Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa) e uma das responsáveis pelas investigações.
Outra dificuldade foi o horário das mortes. "Por sempre o crime ser no período da noite, também dificultava para capturar imagens com qualidade pelas câmeras de segurança", conta Gilson Rego Sousa, delegado DHPP, chefe de oito dos nove inquéritos.
As vítimas de Albino tinham entre 14 e 25 anos, e sete das dez identificadas eram mulheres, uma delas trans.
O primeiro homicídio ocorreu em outubro de 2023. Em dezembro, ele matou mais pessoas. Este ano, as outras cinco mortes ocorreram nos meses de janeiro, junho e agosto.
“Tivemos dificuldades iniciais porque o assassino cometia crimes em um raio de 850 metros, o que no início dificultou o trabalho da polícia. Com o passar do tempo, ele foi relaxando as cautelas e acabou expandindo a área e conseguimos identificar”, disse Gilson Rego.
Para monitorar os alvos, Albino ficava sempre de olho nas redes sociais das vítimas. Uma delas, um homem, foi perseguido enquanto fazia um vídeo ao vivo, que serviu de referência para ser encontrado e morto.
À polícia, Albino confessa oito das dez mortes, mas nega um duplo homicídio de dezembro de um casal que frequentava a mesma igreja que ele. "Mas temos provas, foram mortos com a mesma arma", disse o delegado.
A defesa de Albino alegou ao programa Fantástico, onde o caso foi revelado inicialmente, que ele tem a "cabeça de uma pessoa doente, sociopata." "Esse vai ser o caminhar da minha defesa, visto que ele tem direito, mesmo sendo um 'serial killer'", afirma o advogado Geoberto Bernardo de Luna.
De acordo com o delegado Gilson Rego, a confirmação ou não de transtorno mental será definida por exame psiquiátrico. "No depoimento, ele aparentou ser uma pessoa calma, inteligente, meticulosa e metódica. Não aparenta ter problema cognitivo", completa o delegado.
As vítimas, data de nascimento e data de entrada do corpo no IML
1. Mikaele Leite da Silva - 13/01/2002 (21 anos) - 29/10/2023
2. Louise Gbyson Vieira de Melo - 24/03/2005 (18 anos) - 12/12/2023
3. Beatriz Henrique da Silva - 23/04/1998 (25 anos) - 15/12/2023
4. Debora Vitoria Silva dos Santos - 08/12/2002 (21 anos) - 18/12/2023
5. John Lenno Santos Ferreira - 10/06/2003 (20 anos) - 18/12/2023
6. Joseildo Siqueira Silva Filho - 02/02/1999 (24 anos) - 08/01/2024
7. Tamara Vanessa da Silva Santos - 18/01/2003 (21 anos) - 09/06/2024
8. Emerson Wagner da Silva - 06/03/2007 (17 anos) - 22/06/2024
9. Ana Clara Santos Lima - 05/01/2011(13 anos) - 04/08/2024
10. Anna Beatriz Santos Tavares - 16/09/2010 (13 anos) - 27/08/2024
Fonte: Carlos Madeiro/UOL
Veja o momento da prisão no YouTube: https://www.youtube.com/watch?v=FTF7nCi8s8Q&list=RDNSFTF7nCi8s8Q&start_radio=1
As vítimas do Serial Killer alagoano: https://www.youtube.com/watch?v=W-D43lC0mCk
Veja reportagem TV Pajuçara sobre Serial Killer: https://www.youtube.com/watch?v=_nEX5AL7vK8

quinta-feira, 24 de outubro de 2024

ATOR REVELA TER SIDO VIOLENTADO PELO SERIAL KILLER JOHN WAYNE GACY

Fotos: Aventuras na História
O ator Jack Merrill revelou ter sido sequestrado e abusado sexualmente pelo serial killer John Wayne Gacy (1942-1994) no ano de 1978. Com diversas peças de teatro em seu currículo, o artista de 65 anos marcou presença em séries de TV como ‘The O.C.’, ‘Hannah Montana’, ‘Numb3rs’ e ‘Games People Play’.
John Wayne Gacy é um dos serial killer mais famosos de todos os tempos. Ele matou 33 pessoas, entre homens e meninos, entre os anos de 1972 e 1978. Ele tinha o hábito de estuprar, torturar e estrangular suas vítimas. O criminoso acabou sendo preso e condenado à morte. Ele foi executado por meio de uma injeção letal no ano de 1994, aos 52 anos.
Jack Merrill falou sobre sua vivência com Gacy em entrevista recém-concedida à revista norte-americana People. Ele tinha 19 anos na época do crime. O ator disse que pegou uma carona com o serial killer, sendo posteriormente drogado, algemado e abusado sexualmente. No entanto, Gacy o libertou.
John Wayne Gacy ficou marcado por seu trabalho como palhaço em festas de aniversário e celebrações de organizações de caridade. Merrill relatou que trabalhava em boates de Chicago quando ocorreu o crime. Um dia, saindo do trabalho, ele foi abordado por Gacy, oferecendo uma carona.
O ator contou: “Ele começou a dirigir rápido e entrou em um bairro muito perigoso. Eu disse: ‘Tranque a porta. É perigoso’. Falei que isso era mantido fora dos jornais porque era ruim para os negócios na Rush Street, e ele disse: ‘Como você sabe disso, hein? Você é inteligente. Você não é como aquelas outras crianças’”.
O serial killer então o drogou, pressionando contra ele um pano com um líquido não identificado. O ator desmaiou e acordou já algemado. Depois ele foi levado para a casa do criminoso, onde sofreu os abusos.
“Eu tinha apenas 19 anos, sabia que não podia irritá-lo”, afirmou Merrill. “Eu precisava apenas ignorar a situação e agir como se estivesse tudo bem”. O ator contou ter convencido Gacy a remover as algemas, os dois beberam cerveja e fumaram maconha, mas ele acabou sendo novamente algemado.
Merrill depois contou: 'Ele colocou uma engenhoca caseira em volta do meu pescoço. Tinha cordas e polias, e passava pelas minhas costas e pelas minhas mãos algemadas de uma forma que se eu lutasse, eu sufocaria. Eu lutei em um ponto e comecei a perder ar. Ele enfiou uma arma na minha boca. Então ele me estuprou no quarto. Eu sabia que se eu lutasse com ele, eu não teria muita chance. Eu nunca surtei ou gritei”.
“Eu também senti pena dele de certa forma, como se ele não quisesse necessariamente estar fazendo o que estava fazendo, mas ele não conseguia parar. Nós estávamos lá por horas. Então finalmente percebi que ele estava cansado. De repente ele disse: ‘Eu vou te levar para casa’”.
O ator disse que Gacy o colocou em seu carro e o deixou no mesmo local que os dois se encontraram. O assassino o entregou um papel com seu telefone e disse: “Talvez a gente se encontre outra vez”. O ator jogo o papel no lixo e decidiu não ligar para a polícia: “Fiz um pacto comigo que deixaria isso para trás. Não ia deixar a minha felicidade naquela casa”.
Merrill acabou identificando Gacy quando ele foi preso. Aí depois ele se mudou para Nova York, indo cursar faculdade na New York University. O ator disse que sua entrada no mundo das artes o ajudou a superar seus traumas e que só contou sobre o ocorrido com o serial killer para amigos mais próximos.
Fonte:Redação Monet
Veja Ju Cassini – “Um Assassino disfarçado de Palhaço”: https://www.youtube.com/watch?v=IdxniG8rcIo
Veja Fatos Desconhecidos – “Como capturaram o assassino em série John Wayne Gacy?”: https://www.youtube.com/watch?v=eVslZKdnPYc

terça-feira, 24 de setembro de 2024

PEIXE VIVE EM CATIVEIRO HÁ NOVE DÉCADAS

Fotos: California Academy of Sciences
1938: pouco antes da Segunda Guerra Mundial eclodir em 1939 - na época, o exército nazista de Adolf Hitler invadia a Áustria - um navio a vapor que ia da Austrália a São Francisco capturou 231 peixes. Hoje, todos estes já morreram, com exceção de apenas um: o peixe pulmonado australiano apelidado de Methuselah (referência ao também longevo Matusalém da história bíblica).
Methuselah, que hoje vive no Aquário Steinhart, em São Francisco, é considerado o peixe mais velho em cativeiro - ainda que não se saiba a idade precisa do animal, a equipe do aquário acredita desde setembro do ano passado que ele tenha ao menos 93 anos. "Embora a gente saiba que Methuselah chegou aqui no final dos anos 1930, não havia método para determinar sua idade na época", diz em nota Charles Delbeek, curador de projetos do Steinhart.
A honraria passou para seu nome em 2017, após outro peixe geriátrico, Granddad, morrer aos 109 anos no Aquário Shedd, em Chicago, onde viveu por 80 anos. Granddad passou por eutanásia com o agravamento de complicações relacionadas à idade. Assim como seu colega de São Francisco, o animal centenário também era um peixe pulmonado australiano. Espécie que é inclusive parente distante da piramboia, peixe da bacia do Amazonas.
Alguns fatores colaboram para a longevidade dessa espécie:
• Adaptação para fora d'água: os peixes pulmonados são uma das poucas espécies remanescentes de uma linhagem que se estende, segundo acreditam cientistas, aos primeiros habitantes aquáticos a tentarem a sorte em terra firme cerca de 400 milhões de anos atrás. Destes antigos seres, esses peixes herdaram pulmões capazes de processar o oxigênio do ar atmosférico, além de guelras para a vida submarina, tornando-os hábeis em sobreviver sob cenários diversos nas águas rasas que chamam de lar;
• Baixo metabolismo: em termos metabólicos, o peixe pulmonado é um bocado econômico. Em outras palavras, ele precisa se alimentar pouco e é capaz de conservar energia de forma eficiente;
• Baixa taxa de crescimento: outro fator que auxilia na gestão energética do animal é que essa espécie cresce pouco a pouco com o passar dos anos; Methuselah, por exemplo, mede cerca de 120cm e pesa 18kg;
• Capaz de hibernar: além de ser um peixe "econômico", ele também pode entrar em um período de hibernação, no qual deixa de depender de alimentação e de água devido a uma baixa extrema no metabolismo. Em situações de seca ou de climas extremos, o peixe pulmonado cava a lama e se reveste de uma mucosa protetora, e pode passar meses ou anos nesse estado de suspensão.
Veja Meet Methuselah: “Celebrating a Longtime Academy Icon” no YouTube: https://www.youtube.com/watch?v=4-m1nb64OXE

terça-feira, 10 de setembro de 2024

NA INDONÉSIA, MARIDO ENCONTRA ESPOSA SENDO DEVORADA POR PÍTON

Foto: Polícia de Batang Gansal
Uma mulher de 36 anos, identificada como Siriati, foi encontrada morta dentro de uma píton na Indonésia, marcando o segundo caso semelhante ocorrido no país em apenas um mês. Siriati havia desaparecido no dia 2 de julho após sair de casa, na vila de Siteba, província de Sulawesi, para comprar remédios para seu filho. O desaparecimento levou seu marido, Adiansa, a alertar as autoridades, depois de encontrar seus chinelos e roupas a 500 metros da residência.
Em busca de respostas, Adiansa localizou uma píton viva nas proximidades e, desconfiado do tamanho anormal do réptil, decidiu matá-la e abrir sua barriga, onde encontrou o corpo de sua esposa. A informação foi confirmada pelo chefe da polícia local, Idul.
Este é o segundo incidente de ataque fatal por píton na região de Sulawesi em menos de um mês. No início de junho, outra mulher foi morta por uma cobra de cinco metros de comprimento.
As autoridades locais têm orientado os moradores a carregarem facas e evitarem andar sozinhos na área, especialmente devido ao aumento dos ataques. Especialistas em meio ambiente, como Muhammad Al Amin, diretor do Instituto Ambiental de Sulawesi, apontam o desmatamento como uma das causas desse fenômeno. De acordo com Al Amin, a destruição de habitats devido à mineração e plantações tem levado as cobras a procurar novas fontes de alimento em áreas residenciais.
O chefe da polícia local explicou que os moradores acreditam que a píton estava caçando javalis, uma de suas presas comuns. No entanto, esses animais têm se tornado raros nas florestas da região, possivelmente contribuindo para o aumento dos ataques a humanos.
Veja no Youtube: https://www.youtube.com/shorts/6_b1efthFTc

quarta-feira, 4 de setembro de 2024

HOMEM VAI A JULGAMENTO POR RECRUTAR HOMENS PARA ESTUPRAR A SUA ESPOSA

Foto: A vítima chegando ao julgamento / Christophe SIMON / AFP
Um homem foi a julgamento na França por drogar e estuprar repetidamente sua mulher, bem como por providenciar que dezenas de outros homens a estuprassem.
O réu, chamado Dominique Pélicot, de 71 anos, é acusado de recrutar estranhos online para irem até sua casa e abusarem sexualmente da vítima por mais de uma década.
A mulher estava tão fortemente sedada que não sabia dos abusos repetidos, dizem seus advogados.
A polícia identificou pelo menos 92 estupros cometidos por 72 homens. Cinquenta foram identificados e acusados e estão sendo julgados ao lado do marido.
A vítima, agora com 72 anos, só soube do abuso em 2020, após ser informada pela polícia.
O julgamento será "uma provação horrível" para ela, disse seu advogado Antoine Camus, pois será a primeira vez que ela verá evidências em vídeo do abuso.
"Pela primeira vez, ela terá que viver os estupros que sofreu ao longo de 10 anos", disse ele.
Dominique foi investigado pela polícia após um incidente em setembro de 2020, quando um segurança o pegou filmando escondido sob as saias de três mulheres em um shopping center.
A polícia então encontrou centenas de fotos e vídeos de sua esposa em seu computador, nos quais ela parecia estar inconsciente.
As imagens supostamente mostram dezenas de agressões na casa do casal. O abuso teria começado em 2011.
Os investigadores também encontraram chats em um site no qual Dominique P supostamente recrutava estranhos para irem à casa deles e estuprar sua esposa.
Ele admitiu aos investigadores que deu à esposa tranquilizantes poderosos, incluindo um medicamento para redução de ansiedade.
Ele é acusado de participar dos estupros, filmá-los e encorajar os outros homens a usar linguagem degradante, de acordo com os promotores.
A polícia não encontrou nenhuma evidência de que Dominique teria recebido algum pagamento.
Dentre os estupradores acusados - com idades entre 26 e 74 anos -, alguns participaram até seis vezes, de acordo com os promotores.
A defesa deles é que eles estavam ajudando um casal a viver suas fantasias, mas Dominique P disse aos investigadores que todos sabiam que sua esposa havia sido drogada sem o conhecimento dela.
Um especialista disse que seu estado "estava mais próximo de um coma do que de dormir".
Dominique, que disse ter sido estuprado quando tinha nove anos, está pronto para enfrentar "sua família e sua esposa", disse sua advogada Beatrice Zavarro à agência de notícias AFP.
Ele também foi acusado de assassinato e estupro em 1991, o que ele nega, e de uma tentativa de estupro em 1999, que ele admitiu após um teste de DNA.
O julgamento, que está sendo realizado no Parc des Expositions em Avignon, no sul da França, deve durar até 20 de dezembro.
Na segunda-feira, dia de abertura do julgamento, a mulher compareceu ao tribunal apoiada por seus três filhos.
Camus, seu advogado, disse que ela poderia ter optado por um julgamento a portas fechadas, mas "é isso que seus agressores teriam desejado".
Fonte: Lucy Clarke-Billings / BBC NEWS
Veja “Morning Show” – https://www.youtube.com/watch?v=GHIO_mbNQ6w

segunda-feira, 26 de agosto de 2024

STALKER DE DÉBORA FALABELLA É INOCENTADA PELA JUSTIÇA

Foto: Instagram Débora Falabella
A Justiça inocentou a mulher acusada de perseguir a atriz Débora Falabella durante uma década. O tribunal considerou que a acusada, por questões emocionais e psicológicas, é incapaz de compreender a ilegalidade dos seus atos. O caso envolve uma situação delicada. A acusada chegou a descobrir o local de trabalho de Débora Falabella e até mesmo a frequentar a casa da atriz.
Apesar da perseguição, a mulher foi absolvida por ser classificada como inimputável. Como medida, a Justiça determinou que ela receba tratamento médico e psicológico por um período de dois anos.
Conforme a advogada criminalista Natália Veran Campos, a ação de ‘stalking’ exige uma repetição desses atos para sua materialização. “Tal conduta caracteriza um comportamento obsessivo, causando diversos impactos na vida da vítima”, explica.
A especialista conta que nessas situações, “recomenda-se o armazenamento de todas as provas possíveis, o registro do boletim de ocorrência (se a vítima for mulher, em uma delegacia especializada) e que sempre manifeste o interesse em ver o agente processado (o que deve ser feito no prazo de seis meses)”.
Ela orienta a busca de apoio psicológico para a própria vítima. Segundo Natália, as orientações básicas envolvem cuidados com a segurança, apoio de conhecidos e que se evite contato com o ‘stalker’ de qualquer forma.
“Além disso, são fixadas pelo Poder Judiciário medidas protetivas em favor da vítima, dentre elas o afastamento, a proibição de contato. Na situação de descumprimento, não só elas podem ser ampliadas (fixadas outras), como pode ser decretada a prisão preventiva do agente”, diz Natália.
E quando o ‘stalker’ alega problemas psicológicos?
Natália explica também como proceder quando o perseguidor é constatado com problemas psicológicos, como a ‘stalker’ de Débora Falabella. “Quando o agente alegar problemas psicológicos o processo se torna um pouco mais complicado, no entanto, as recomendações são as mesmas”, afirma.
De acordo com a advogada, a única diferença é de que é possível solicitar uma avaliação psicológica do acusado. “Sendo o caso, ocorre a internação compulsória – na hipótese de possível reiteração e/ou descumprimento das medidas protetivas fixadas”.
A história veio à tona no ano de 2013, no Rio de Janeiro. A mulher que se dizia fã de Débora entrou no mesmo elevador que a atriz e pediu uma foto. A partir daí, começou uma série de perseguições à atriz.
Os dias seguiram e a mulher enviou diversos presentes ao camarim de Débora, como toalha branca, objetos e uma carta íntima e invasiva à atriz.
Em 2015, outra situação semelhante aconteceu durante uma peça no Sesc Copacabana, no Rio. A mulher esperou em um local restrito do teatro e tentou entrar forçado no camarim de Débora. Ela foi retirada à força por seguranças.
Na época, a atriz registrou um boletim de ocorrência contra a ‘stalker’ por ameaça. Porém, o processo foi encerrado. Em 2018, a atriz sofreu outro episódio de perseguição quando a mesma mulher apareceu na primeira fila de uma peça em São Paulo.
Em 2022, a ‘stalker’ criou um grupo com Débora e a irmã da atriz, passando a enviar mensagens a elas. A perseguidora alegava que mantinha relações sexuais com a atriz. No mesmo ano, a ‘stalker’ descobriu o endereço do hotel em que a atriz estava.
Em 2023, Débora Falabella pediu medida protetiva contra a mulher. No entanto, a mulher descumpriu a ordem judicial ao entrar em contato com a artista pelo Instagram e pelo WhatsApp.
A defesa da atriz pediu a prisão preventiva da mulher e o Ministério Público acatou o pedido. Porém, ela foi internada em uma clínica psiquiátrica.
Em fevereiro de 2024, a ‘stalker’ foi presa preventivamente em Recife. No fim de março, ela foi submetida a perícia psiquiátrica e diagnosticada com esquizofrenia.
A prisão preventiva foi revogada por ser considerada inimputável (incapaz de responder por seus atos). Ela não pode se aproximar da atriz, sob pena de internação provisória.
A atriz Débora Falabella relatou, em entrevista ao Globo, que é um assunto muito difícil de falar. Ela afirmou que não conhece e nunca manteve contato com a mulher.
“É algo de que evito falar. Tem a minha história e a história dela que, com certeza, tem problemas. Estão cuidando para ser da forma melhor possível, tanto pra mim quanto pra ela”, desabafou a atriz.
Na ocasião, a artista comparou o episódio do acontecimento com a série ‘Bebe Rena’, da Netflix. A série aborda a história de uma ‘stalker‘ que conhece um homem em um bar e passa a persegui-lo todos os dias.
“A gente viu essa série agora ‘Bebê Rena’… Mas ali realmente ele conversou… É essa relação de fã… É ruim pra mim… Tem uma perseguição atrás por um trabalho que faço e pelo qual essa pessoa chega até a mim. Eu sei que tem um problema”, comparou.
Veja UOL – “Débora Falabella revela que é perseguida por fã há 10 anos”: https://www.youtube.com/watch?v=6YFuPCpGeMs

quarta-feira, 7 de agosto de 2024

TURISTA É DEVORADO POR CROCODILO NA AUSTRÁLIA

Fotos: Redes Sociais
Dave Hogbin, de 40 anos, estava em viagem de férias com a esposa e os três filhos (de 2, 5 e 7 anos) em Crocodile Bend, uma região em Cooktown, no estado de Queensland, na Austrália, procurada por turistas que desejam ver crocodilos enormes e localizada a 2.500km da sua residência.
Quando caminhava pelas margens do Rio Annan, a terra cedeu e Dave e Jane caíram na água, que é infestada de répteis, de acordo com reportagem da ABC News. A esposa, que havia ficado mais próxima da margem do rio, tentou resgatar Dave. Mas ela logo começou também a afundar.
"Apesar de ser alto, forte e em forma, as condições do terreno fizeram com que Dave não conseguisse sair da água", disse a família em nota.
"O ato final e decisivo de Dave foi soltar o braço de Jane quando percebeu que ela estava caindo, apesar de saber que ela era sua única tábua de salvação. Em instantes, ele foi levado", acrescentou a declaração. Jane disse que a decisão do marido de soltá-la salvou a sua vida.
A viúva do médico devorado por crocodilo durante viagem ainda repassa na cabeça as cenas aterrorizantes que ela testemunhou.
"Estávamos aproveitando um dia normal de nossas férias e tudo mudou em 30 segundos. Ele não estava fazendo nada de errado. Na verdade, ele estava fazendo tudo certo, e isso ainda aconteceu", lamentou a australiana, que descreveu o marido como um pai dedicado e "ferozmente leal e protetor", disse Jane.
Um detalhe na tragédia conforta Jane: os três filhos do casal, que também estavam em Crocodile Bend, não testemunharam a terrível cena.
O animal foi localizado por agentes ambientais e abatido. Os restos mortais do turista foram encontrados no estômago do réptil.
A tragédia aconteceu depois que uma menina de 12 anos foi atacada em 2 de julho quando nadava com a sua família em um riacho no vizinho Território do Norte. Seus restos mortais foram encontrados dias depois dentro de um crocodilo de 4,2 metros, mortos por guardas florestais.
Houve três ataques fatais de crocodilos na Austrália este ano, perto do maior número anual de mortes registrado, de quatro, em 2014. Um adolescente de 16 anos também foi morto quando nadava numa ilha de Queensland em 18 de abril.
A população de crocodilos explodiu no norte tropical da Austrália desde que os predadores se tornaram uma espécie protegida no início dos anos 1970. A caça em busca do couro do animal, em alta desde os anos 1950, quase os exterminou.
Fonte: ABC News e O Globo
Veja Canal Biomesquita: https://www.youtube.com/watch?v=oJPzBKD62gE

Cobra de 7 metros na Indonésia é a maior já medida na natureza

Foto: Guinness World Records Uma píton-reticulada encontrada na ilha de Sulawesi, na Indonésia, foi reconhecida pelo Guinness World Record...